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23 ABRIL 2017

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Apresentação


Município de CINFÃES

Cinfães é um território de fundação multisecular, com o 1.o Foral concedido por D. Manuel I – o Venturoso, na data de 1 de maio de 1513. Contudo, a história é ainda mais abrangente, chegando a atingir cerca de 5 milénios de ocupação, quando aqui chegaram, pelo rio Douro, os Pesures (PAESURV) - povos pré-celtas do Neolítico e Calcolítico, e disso faz prova o conjunto de monumentos megalíticos do monte de S. Pedro - em Tendais: mamoas, cistas e dólmenes de vários estilos e tamanhos. Pelo séc. I a.C. chegam os romanos que aqui defrontaram, durante um século, os celtibéricos e, após conquista, marcaram o território com civilizações romanizadas como o Monte das Coroas – em Ferreiros.


Os povos evoluíram paralelamente ao desenvolvimento da idade média e, durante séculos, Cinfães passou por transformações diretamente associadas às ordens da Igreja. O espaço da vila de Cinfães, S. Cristóvão de Nogueira e Tarouquela, com terras fortemente produtivas, surge constantemente em documentos da Sé de Lamego, já desde o séc. XII.


Também daqui saiu D. Egas Moniz - o Aio, enquanto Senhor de Ribadouro; e por estas terras passou D. Afonso Henriques - 1.o Rei de Portugal, que repartiu a infância entre Cosconhe - Santiago de Piães e Cárquere - Resende.
Nos tempos mais próximos, as condições de navegabilidade do Rio Douro e a importante localização de Porto Antigo - em Oliveira do Douro, a par da liberalização das produções agrícolas, vieram trazer cada vez mais senhores ao território e, entre famílias poderosas e bons trabalhadores, nasceu, no séc. XIX, Alexandre Serpa Pinto. Daqui saiu para descobrir e inventariar África, e aqui voltou para passar o conhecimento ao Mundo.


A Serra de Montemuro, passou a ser espaço de excelência para os bovinos da raça Arouquesa e os húmidos prados das encostas foram pintados com os mais diversos produtos agrícolas. Tais conjuntos constituem, nos dias de hoje, uma paisagem totalmente verde, marcada pelos campos retalhados com o granito da serra e que, com o tempo, foi transformando aldeias como Vale de Papas, Aveloso e Gralheira, em locais temáticos.


O Vale do Bestança - em Tendais e Ferreiros, e o Vale do Ardena - em Nespereira, que acompanham os Rios com o mesmo nome, recebem os ribeiros da Serra que, durante anos, foram utilizados pelos moinhos de água que faziam farinha e moldavam o linho. Hoje, são pontos tipicamente rurais que, em espaços repletos de trilhos pedestres, complementam a biodiversidade única dos recantos protegidos à invasão. São também fortes destinos etnográficos, com as mais diversas tradições culturais e de artesanato.


O mercado vitivinícola é também um foco de expansão, sobretudo nas zonas de Souselo, Travanca e Moimenta, com vinhos verdes frutados que acompanham e deliciam os mais diversos pratos da gastronomia local.
Por tudo o que lhe está associado, Cinfães é, como diz o poeta:
«a amena região onde em favores os Deuses se esmeram.»
(João Saraiva)